Pokémon Red – 20 anos depois!

Então, como vocês já devem estar cansados de saber por motivos de redes sociais, um dos muitos presentes dados aos fãs pelo aniversário de 20 anos da franquia Pokémon foi a migração da primeira geração para o Virtual Console do N3DS.
Well, claro que não fiquei 17 anos (desde meu primeiro contato com a versão Red) sem jogar a geração RBY, mas notei algumas mudanças interessantes nos perfis de jogo da galera que jogou lá atrás, continuou a jogar através dos anos, entrou no competitivo e voltou a jogar agora os primeiros jogos através do Virtual Console.

Gostaria então de abrir esse espaço para comentar a respeito.
Estive conversando com meu amigo Zero, que também é do rolê oldschool e virou um cara fantástico no competitivo, e notamos a engraçada evolução no caminho do treinador antigo. Vamos ao antes e depois.
Antes – Meu inicial é meu Pastor, e nada me faltará.

Cara, chegava a ser cômico. No primeiro contato com a série, tudo que eu fazia era treinar meu starter. Eu tinha lá um ou outro razoavelmente treinados, mas a discrepância era claríssima: meu starter era a estrela da festa. Os outros geralmente eram só coadjuvantes, HM slaves ou pobre coitados, mesmo. Ah, mas o primeiro ginásio era rock e eu comecei com o Charmander? Que eu chegasse lá com um Charmeleon e derrubasse na base do Ember. O resto era resto.

Depois – Amo meu inicial mas… esse slot ficaria mais bonito com outra coisa.

Jogando hoje, percebo a tendência de largar o starter, ou de ele não ser mais o grande protagonista do time. Vemos outros Pokémon eficientes e os damos voz, treinamos todos igualmente e temos um time equilibrado em termos de meta. Não há necessidade de um time competitivo perfeito, você pode ir com quem gosta, mas há a necessidade do equilíbrio. Ah, o meta nos roubou a alma, mesmo.

Antes – COLOCO OS ATAQUE QUE EU QUISER E VAI SER TUDO DANO SIM.
Há alguns anos tenho a impressão de que, se pudessem, meus Pokémon do passado virariam pra mim e diriam “MAS QUE CARALHOS CÉ TÁ FAZENDO??”. Ah, mas era water type? SURF, HYDRO PUMP, BUBBLEBEAM, BUBBLE. Deu dano tá valendo. Ter 4 ataques de dano do mesmo tipo e no mesmo Pokémon era algo que na minha cabeça era aceitável aos 7 anos. Hoje…

Depois – Mas eu quero mesmo tirar esse Tail Whip daqui?

Ah, se eu soubesse o valor de um Thunder Wave em 1999. Mais uma vez, o meta tomou minha alma e me mostrou que muito dano não é nada. Hoje os movesets são montados estratégicamente pra absolutamente nada dar errado. Vai ter buff, vai ter lowing stats, vai ter todo tipo de coisa chata pra atrapalhar a vida do oponente. Mesmo que eles nunca tenham sido um desafio e que eu conseguisse sem problemas quando pequena: agora é tarde pra desrespeitar o jogo.

Antes – ESSE ATAQUE AQUI DEVE SER A FÚRIA DE DEUS

“Woooooah mas se liga nesse dano aqui. Vou arrasar. Serei a grande mestra. Insuperável e sublime. Rainha de Kanto, deusa de Johto.” – e era assim que eu colocava ataques com um percentual ridículo de chances de acertar. Errava todos. Ficava puta. E no próximo ataque, caso alto dano, eu esquecia e colocava do mesmo jeito porque AH, a sede de sangue de uma criança.
Depois – 70% é…. É QUASE 0%!!

No competitivo aprendemos que se um ataque pode errar ele VAI errar. Pra quê Fire Blast se tenho Flamethrower? Tava precisando desse slot pra outra coisa mesmo…

Antes – Vou atacar e acabou.

Ainda na sede de sangue, era muito comum que ao longo de Kanto e Johto eu atacasse sem estar nem aí pras consequências. Bem, parece que o jogo virou.

Depois – QUAL É A ABILITY DESTE MALDITO?

Amigos, jogar a Red está sofrido. Toda vez penso em dar dano em algum Pikachu da vida e me pego pensando “Mas e se ele tiver Static?”, O competitivo nos ensinou a pensar com carinho antes de enfiar a mão na cara de alguém. Isso vale para inúmeras outras ability. Pensar é lei até nas lutas mais simples.

Antes – Meu deus, nem sei o que jogar fora.

Pouco espaço na mochila nos obrigava a ser mãos de vaca. Risível o tanto de coisa boa que eu jogava fora pra slot que futuramente viravam potions. Acabava me desfazendo de TM na velocidade da luz. Já hoje…

Depois – Leve meu braço mas não leve meu Thunderbolt.

Ainda vou usar isso no meu Gengar…

E vocês, lembram de alguma mudança? Let me know!

E obrigada por me lerem!

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