De que adianta?

Ver todas as cores é uma maldição, e não um dom, quando o que você queria de verdade era compartilhá-lo.

É como ver algo único, fantástico, e ninguém estar lá pra ver. O que é sorte se torna azar, história de pescador. De tão mentira que parece, mentira passa a ser aos olhos de quem não vê. Só você sabe o que viu. Mais ninguém. E essa lacuna é impreenchível no coração dos dependentes.

Mas não há como obrigar. Essas são as cores que eu queria que você visse. Essas são as cores que você não quer enxergar. Então como num fim de viagem, enfio na mala toda minha bagagem, e volto pra casa esperando a o começo do próximo passeio.

Talvez numa próxima viagem eu encontre alguém a quem eu confie presentear os tons mais complexos da minha escala Pantone. Talvez, no entanto, seja aquele tipo de coisa preciosa demais, não é? Aquelas cores tão nossas, mas tão nossas, que se mostrássemos aos outros deixariam de ser as mesmas cores.

Então qual é o ponto?

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