Pequena confusão 

Te confundi! 

Será que esqueci o seu nome ou será que nem o aprendi? Os culpados foram seus braços, esses – e sei lá eu como isso é possível – eu reconheço. Mas, veja, outra pessoa possuía braços parecidos. Logo me corrigi, assim que percebi que a alma era totalmente diferente. Desculpe, por longos minutos eu realmente me confundi. 

Seu rosto eu não conheço, mas se conhecesse também não saberia dizer. Quem me conhece sabe: tenho problemas em reconhecer faces. E a sua face então, que eu nunca vi? 

Eu sei, me precipitei. Não acontecerá de novo, não vou mais fazer de você um painel sonso de papelão. Ninguém de braços iguais aos seus vai meter a cabeça no buraco em que sua cabeça deve estar. Desculpa se te confundi.

É só que sinto saudades de você, que eu nem conheço, que nunca esteve aqui. Ainda odeio seu atraso. Você me confunde todo dia não estando aqui. Pensando bem, não foi tão minha culpa assim te confundir. 

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