Pelicano

Era uma vez um pelicano que não amava.

Nem os homens

Nem as mulheres

Nem mesmo o céu, a terra, a água ou o ar.

Era uma vez um pelicano que não amava, mas que sabia roubar.

Ele não roubou dos homens

Não roubou das mulheres

Não roubou algo que alguém além de mim pudesse dar falta: ele roubou a minha capacidade de amar. 

E lá se foi o pelicano, abriu as asas e partiu.

Voou pra longe dos homens

Voou pra longe das mulheres

E me levou junto pra longe dos mesmos homens e das mesmas mulheres, e da mesma terra e céu, ar e mar. Me deixou no ninho e aqui estou.

Sem amor.

Sem poder amar.

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